segunda-feira, 7 de março de 2011

Neurose

Neurose significa uma reação excessiva da mente e do sistema nervoso aos distúrbios físicos ou a experiências desagradáveis. Ausência de compreensão a respeito do estado anímico da doença neurótica faz que as pessoas se tornem pouco compreensivas, intolerantes e neuróticas.
A neurose, em outras palavras, é uma doença causada por motivos inconscientes, geralmente vantajosos ao neurótico. Os sintomas tentam explicar (o que os psiquiatras chamam de "linguagem física") e encontrar a finalidade que um determinado sintoma visa.

Tipos Comuns de Neurose
Existem várias espécies de neuroses (a palavra "psiconeurose", que ouvimos tanto hoje, significa o mesmo que "neurose"). Os tipos mais comuns de neurose são os seguintes:
1. Neurastenia.
2. Histeria.
3. Hipocondria.
4. Ansiedade.

As neuroses baseiam-se essencialmente num conflito íntimo, num conflito intra-psíquico. Na formação educativa da criança, esta cresce em ambientes cujas regras convencionais ou convenções dogmatizadas que conduzem a interdições constrangedoras, e originam medos como do que se diz, do que se pode dizer e afectar, de desagradar, de falhar, das críticas… que são interiorizadas e recalcadas com grande sofrimento por vezes e passam ao longo do tempo para os níveis do inconsciente. “as neuroses resultam de conflitos que não puderam ser resolvidos entre desejos pulsionais e obstáculos ou inibições que se opuseram à sua realização”.
Os conflitos que levam à neurose são originados desde as infâncias, pois os adultos não lhes podem fazer compreender as regras preconceituais que lhes impõem.

As neuroses infantis são frequentemente ignoradas pelos adultos que as interpretam como comportamentos naturais da infância ou são rotulados por vários defeitos éticos. Mas a verdade é que deixam sempre marcas donde poderão resultar mais tarde algumas das variadíssimas neuroses do adulto. Muitas vezes por não terem sido resolvidos problemas infantis graves e apenas recalcados, os conflitos mantêm-se inalterados no inconsciente, mesmo que surgissem mudanças vivenciais estes conflitos infantis ficam como uma fixação na infância e pode surgir o “infantilismo” e outros tipos de doenças neuróticas.

O adulto neurótico, sem o saber, comporta-se com os que lhe estão mais perto, especialmente os familiares, como se comportava muitas vezes na infância. Nunca esquecer, a criança é um verdadeiro radar! Capta tudo o que se passa entre os pais e dos que lhe estão mais próximos. Normalmente é a mãe, quem mais está com a criança.

A influência de uma mãe neurótica sobre um filho é notável, dadas as características afectivas-emocionais de que se reveste a relação, resultando frequentemente conflitos intra-psíquicos gravíssimos, problemas graves de se resolver. Há toda uma série de conflitos entre os indivíduos que não são resultado de decisões conscientes, que são recalcados, deslocados, desajustados de tal modo que não conseguem descortinar as motivações, as causas das situações. Estes indivíduos geram conflitos entre humanos com quem não se conseguem adaptar.

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